Quem sofre com as alergias sabe bem como a mudança climática influencia os sintomas. O inverno está chegando e, mesmo quem viaja para o hemisfério norte durante o verão brasileiro, precisa tomar algumas precauções para não deixar as alergias atrapalharem a viagem, já que o frio e a redução da umidade relativa do ar deixam o organismo mais vulnerável.

Existem diversos tipos de alergias, mas as mais comuns são as alimentares, de pele, de nariz, das vias respiratórias e oculares. Hoje, estima-se que 30% da população mundial sofra com algum tipo de alergia, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). No Brasil foi identificado um aumento de 50% no número de alérgicos entre 1980 e 2010.

Para os que possuem alergias respiratórias como a rinite ou asma, as épocas mais frias podem comprometer os brônquios, pois os pulmões estão acostumados a receber ar quente e úmido. Como forma natural de proteção do corpo humano, as vias respiratórias se adaptam às temperaturas mais baixas para conseguir adequar o ar que chega aos pulmões.

Já os pacientes que apresentam alergias cutâneas estão mais sujeitos à piora do ressecamento, pois há diminuição natural da oleosidade da pele, o que torna esses pacientes mais suscetíveis a fungos, bactérias, vírus e poluentes.

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“A reação alérgica pode ser desencadeada basicamente por duas formas: pela formação de um anticorpo que irá combater a substância ingerida, como no caso da rinite, com a reaçãodestino à poeira; ou pela reação de células específicas que são responsáveis pela defesa do organismo. Essas células irão causar outros tipos de alergias, como a dermatite de contato e alergias de pele, que acontecem com os pacientes que entram em contato com algum medicamento”, explica a Dra. Ana Paula B. Moschione Castro, especialista em Alergia e Imunologia pela
Associação Médica Brasileira de Alergia e Imunologia.

Os alérgicos devem adotar medidas para combater as alergias ou amenizar os sintomas na hora de viajar. Veja as dicas da Dra. Ana Paula:

 

Escolhendo o destino
- Se for viajar para o exterior, verifique quais são as condições climáticas do lugar e se a região possui a chamada “estação polínica”, ou seja, uma determinada estação do ano que favoreça a disseminação dos pólenes. Quando a concentração no ar dos grãos de pólen alcança determinados níveis, as pessoas alérgicas desenvolvem transtornos;
- Verifique o acesso a cuidados médicos, especialmente se for ficar hospedado em um local remoto ou em um cruzeiro. É fundamental saber para onde ir ou a quem chamar se tiver algum sintoma.
 


Escolhendo o alojamento
- Em hotéis, escolha quartos sem carpete, em alas destinadas para não fumantes;
alojamento- Dependendo da intensidade da alergia, o ideal seria procurar se hospedar em um hotel com serviços especiais para alérgicos. O Sheraton São Paulo, por exemplo, possui quartos com sistema de purificação especial do ar, com etapas diferenciadas de higienização do ar condicionado e do aquecedor (os equipamentos recebem um tratamento de choque com ozônio, eliminando odores remanescentes e deixando o ar fresco e puro), protetores impermeáveis no colchão e no porta-travesseiro, entre outros;
- No caso de alergias alimentares, considere alugar um apartamento ou ficar em um apart hotel ou outros tipos de acomodação que possuam cozinha.
 


O que levar na mala de viagem
- Medicamentos: certifique-se de levar a quantidade correta para o tempo de estadia;
- Receitas, informações médicas, receitas e orientações alimentares devem ser levadas escritas e traduzidas caso viaje para o exterior;
- Leve capas antiácaros para os travesseiros e colchões.
 


Cuidados no meio de transporte
- De carro: verifique a limpeza do automóvel e do ar condicionado;
- De avião: tome um anti-histamínico com antecedência. Se estiver congestionado, utilize a sua medicação regular e considere o uso de um spray nasal descongestionante, de longa ação, antes da decolagem e aterrisagem. Lave as narinas com solução salina (soro);
- Alergias alimentares devem ser notificadas previamente à companhia aérea;beba agua
- Viajando para a Europa, procure o Selo de Qualidade no Atendimento de Alérgicos concedido pela Fundação Centro Europeu de Pesquisa em Alergia (ECARF). A Swiss International Air Lines foi a primeira companhia aérea a adquiri-lo, mas outras já estão seguindo a ideia, com a adaptação de equipamentos de cabine, menus alternativos a bordo e, nos aeroportos, programas de informação para a tripulação e pessoal de terra.


Alimentação certa para alérgicos
- Durante a viagem de avião, beba líquido, mas evite bebidas alcoólicas;
- Esteja preparada para procurar seus alimentos permitidos;
- Se necessário, opte por levar a alimentação adequadamente acondicionada;
- Ao consumir alimentos industrializados verifique se eles estão envasados e que tenham rótulos claros;
- Verifique as condições do preparo dos alimentos que vai ingerir para garantir que não haja contaminação. 

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