Por: Maria Fernanda Brando


Quem viaja de avião regularmente e tem cartões de fidelidade ou cartão de crédito que converte gastos em pontos aéreos, vai acumulando milhas que, eventualmente, ficam espalhadas em diversos cartões. Depois de alguns meses, você percebe que tem 17 mil milhas aqui, 5 mil ali ou 11 mil pontos no cartão de crédito, que isoladamente não são suficientes para fazer uma longa viagem. Trechos distantes entre o Brasil e EUA ou Europa requerem de 50 mil a 80 mil milhas para um bilhete de ida e volta em baixa temporada ou resgates promocionais (que nem sempre coincidem com o período que temos para viajar!). Voar para Londres, por exemplo, requer no mínimo 70 mil milhas.

Definitivamente não vale a pena perder as milhas que demoramos tanto para acumular. Então o que fazer para aproveitá-las? Há diversas formas de “queimar” aqueles pontos que parecem não servir para nada muito grandioso. Aqui damos algumas opções.

 

Como usar as milhas #1: Solicitar um upgrade
É isso mesmo, você pode comprar um bilhete de classe econômica e viajar em executiva ou primeira classe. Parece ótimo, mas é preciso ficar de olho. 

Em muitas companhias aéreas o uso de milhas para upgrade é possível somente quando se compra passagens de determinadas classes dentro da econômica (frequentemente designadas por letras, que se diferenciam de acordo com o momento em que a passagem é comprada). Na Lufthansa, por exemplo, às vezes essas classes acabam sendo mais caras que comprando diretamente na primeira classe! 

Outros casos é quando o número de milhas exigidas ultrapassam ou igualam a quantidade necessária para adquirir uma passagem para um destino próximo. A TAM exige, no mínimo, 7.5 mil pontos por trecho para upgrade de classe econômica para executiva em voos dentro da América do Sul e 20 mil pontos por trecho para voos entre o Brasil e demais destinos internacionais - número que iguala uma passagem de ida e volta para um destino aqui mesmo na América do Sul, por exemplo. Neste caso, como você fará o uso das milhas depende do quanto você viaja e sua preferência no tipo de serviço que vai receber.


Como usar as milhas #2: Trocar milhas por outros serviços
Algumas companhias aéreas têm parceria com hotéis, restaurantes, farmácias, postos de gasolina e lojas online onde você pode gastar suas milhas. Informe-se junto ao fornecedor do programa para saber quais produtos e serviços podem ser adquiridos em troca das milhas. 

 

Como usar as milhas #3: Comprar e vender milhas aéreas
Esta prática, apesar de comum no Brasil, é proibida pelas companhias aéreas e é altamente arriscada.Vários sites oferecem o serviço de compra e venda de milhas, mas fique atenta. Não são raros os casos de milhas que “desaparecem” nas mãos desses provedores e, quando isso acontece, não é possível reclamar com a companhia aérea. Outra desvantagem é que, ao entrar no esquema, você precisa expor sua senha de resgate e dados pessoais a estranhos, que precisam entrar em sua conta para ter acesso às milhas. Embora seja possível alterar a senha depois da transação, você fica insegura sobre quem viu seus dados e o perigo deles terem caído em mãos erradas.

 

Como usar as milhas #4: Ficar atenta às promoções 
De tempos em tempos, algumas companhias, como Gol e TAM, fazem um feirão, em que se pode viajar para destinos específicos usando poucas milhas. Como são promoções esporádicas, há sempre o risco de suas milhas vencerem antes destas oportunidades surgirem. 

 

Como usar as milhas #5: Comprar passagens com poucas milhas para destinos próximos
Viajar dentro da América do Sul é ótima opção, pois, dependendo da época do ano, é possível emitir bilhetes de ida e volta para estes destinos com apenas 20 mil milhas! Abaixo damos dicas de dois destinos internacionais legais de conhecer usando poucas milhas.


Montevidéu: 20 mil milhas 

Dois a três dias são suficientes para ver as principais atrações de Montevidéu. No centro, fica o imponente Palacio Salvio que, com 95 metros de altura, foi o edifício mais alto da América do Sul de 1928 a 1935. O Museu Torres García, que exibe obras deste importante artista uruguaio, e o Teatro Solís são atrações imperdíveis. Este último, inaugurado em 1856 e totalmente renovado em 2004, sempre foi palco de óperas e musicais renomados. Com acústica perfeita e instalações esplendorosas, organiza visitas guiadas quase diariamente. Caminhar pelas Ramblas, o calçadão que margeia o rio da Prata (que mais parece mar) e suas praias, também é um passeio delicioso! 

Buenos Aires: 24 mil milhas 

Buenos Aires é diversão garantida para todas as idades, gostos e bolsos. Quer comer bem e tomar bons drinques? Está procurando museus e atividades culturais? Ou quer distração ao ar livre com as crianças, em parques e num zoológico? Tudo isso é possível em Buenos Aires. Confira nosso roteiro a pé na capital argentina, ou, se já conhece a cidade, prefira conferir atrações que vão além dos pontos turísticos

Dica esperta: Se quiser aproveitar para conhecer dois destinos internacionais de uma só vez, Buenos Aires e Montevidéu estão interligadas por uma balsa grande e confortável, o Buquebus, que faz o trajeto fluvial em três horas. Basta comprar a passagem aérea desde o Brasil para uma destas capitais e viajar para a outra de balsa, atravessando o rio da Prata! Em Buenos Aires, o terminal do Buquebus fica em Puerto Madero e em Montevidéu fica logo atrás do Mercado del Puerto, localizações estratégicas e convenientes para os viajantes.

 

Maria Fernanda Brando – apaixonada por viagens, livros e café, e fundadora da TravelBox, empresa de consultoria para viagens e roteiros personalizados (contato@travelbox.com.br)

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