A leitora e jornalista Christiane Nociti mora em São Paulo e tirou alguns dias do seu agitado ritmo de trabalho para reviver momentos na Bahia. Ela escreveu para nós contando a sua experiência na Praia do Forte, Salvador e em Barra Grande, na Península do Maraú, e aceitou compartilhar com o mundo.

“Depois de muitos meses de trabalho, tudo o que eu queria era desfrutar de um destino onde pudesse estar com o pé na areia, admirar a noite estrelada e tomar banhos de sol, além de poder dançar ao ritmo de música brasileira para alegrar a alma. O destino certo foi a Bahia, onde, em 30 dias, visitei algumas terras que já conhecia, mas que não deixam o meu leque de lugares preferidos no mundo. Cheguei ao aeroporto de Salvador e, de lá, pela Estrada do Coco (BR-099), fui rumo a 80 quilômetros no sentido norte para um pequeno pedaço de paraíso chamado Praia do Forte.

Aquela antiga vila de pescadores foi meu endereço há alguns anos, por isso é um lugar todo especial. Lá, eu esperava reencontrar velhos amigos e desfrutar de um local abençoado pela obra divina - a natureza, visível pelos tons do entardecer, a água cristalina das piscinas naturais que se formam ao longo da costa, a variedade de cores do mundo aquático meio aos corais. 

A primeira semana na Praia do Forte ficou marcada por jantares com amigos, caminhadas pela praia, banhos de mar revitalizantes e pelos deliciosos petiscos e drinques. Em destaque, os queijos coalhos, a água de coco e as famosas roskas, como chamam por lá as caipiroskas.Praia do Forte

Este é um local onde a simplicidade e a sofisticação se completam. Há novas pousadas na Praia do Forte e grandes resorts e hotéis de redes internacionais se instalaram no local oferecendo hospedagem de alto nível, como o caso do Tivoli Hotel, o Iberostar e o Grand PalladiumImbassai Resort e SPA. Encontrar um apartamento de aluguel na Praia do Forte também é uma boa, e eu preferi ficar numa charmosa casa de praia chamada Sol da Terra.  Lá, é possível alugar um quarto ou então a casa inteira, fechando por temporada. 

É notória a presença de novos imigrantes espanhóis e portugueses que vieram para investir e trabalhar na costa baiana. Provavelmente vieram atraídos pelo povo local, que é caloroso, acolhe a todos com alegria contagiante. Até os passarinhos parecem receber as visitas, cantarolando enquanto sobrevoam as árvores. É um destino turístico pequeno, um refúgio para quem quer descansar.

Os amantes da noite podem tomar uma cervejinha bem gelada nos diversos bares da vila. A parada obrigatória, tanto de turistas como de pessoas locais, é o Souza Bar (conhecido, simplesmente, como “Bar do Souza”), onde o ritmo é o Axé e as bebidas refrescam o calor típico nordestino. Na hora do almoço, são servidas as melhores moquecas de camarão de Barra Grande. Como entrada, não deixe de provar os apetitosos bolinhos de peixe. Se preferir moqueca de polvo, vá até a barraca de praia da Tia Maura, que fica no areal perto da igrejinha da vila. 

 

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pelourinhoO que fazer em Salvador: cultura!

Usei como base a Praia do Forte e de lá aproveitei a programação cultural da capital baiana. Há sempre coisas para fazer em Salvador

Nessa minha estada, não só pude ir a uma vernissage de fotografia, como também segui de perto a primeira edição do Festival Southbankno no Pelourinho, a praça do centro histórico da capital baiana. O evento unia artistas britânicos e brasileiros em shows de música, teatro e dança. 

Para saber sobre os eventos que acontecem por lá, basta ficar atenta à agenda cultural de Salvador

Vale a pena mencionar que, contrária à insegurança que muitas vezes senti no Pelourinho, desta vez foi um passeio tranquilo, já que a região estava bem policiada. 

 


Rumo ao sul para chegar a Barra Grande

Atravessei a balsa de Salvador até Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, e desci a Costa do Dendê (BA-001) para chegar ao meu próximo destino: Barra Grande, na Península de Maraú. Como chegar em Barra Grande pode ser um perrengue, atente às dicas! Há barcos de hora em hora saindo de Camamu (R$ 6 por pessoa, até às 17h30) ou lanchas rápidas, península do marauque encurtam a viagem de 1h30 para apenas meia hora (R$ 25 por pessoa, às 7h, 9h, 13h e 16h30). Se vier de qualquer outro ponto do país, o aeroporto de Ilhéus é o mais próximo a Camamu e tem stands para alugar carro (se for na alta temporada, alugue antecipadamente – veja como alugar aqui). Há vários estacionamentos em Camamu com diárias que variam de R$ 5 a R$ 8. 

Durantea viagem de barco pude apreciar o azul infinito do oceano, o verde imponente da mata nas ilhas ao redor e, principalmente, pude elevar o meu estado de espírito. A contemplação veio à tona e deixei para trás o agito, o barulho, e aos poucos fui me conscientizando de que dias serenos chegaram. Fora de temporada, há chuvas intensas e a vida noturna é muito tranquila, o que não é o caso no verão. O destino é palco de festas conceituadas, como o festival Café de La Musique, entre várias outras. 

A charmosa vilinha da Barra Grande tem grande variedade gastronômica. No encontro do mar com o Rio Carapitangui está o Bar da Rô, que é um restaurante e beach bar que oferece uma maravilhosa roska de tangerina, música de qualidade e um pôr do sol exuberante. Para apreciar um almoço contemporâneo, eu indico o restaurante Donana (na Rua do Anjo); já se preferir uma autêntica pizza italiana, dirija-se ao Pinóquio (na Rua J - Três Coqueiros). Quando o orçamento é apertado, é melhor escolher um PF no restaurante Fonte dos Frades (Rua Desembargadora Olni Silva). 

A pausa entre as refeições pode ser preenchida com passeios de barco pela baía de Camamu, que é a terceira maior do Brasil em volume de águas. Os tours mais populares que saem do píer levam até a barra grandeIlha da Pedra Furada, Campinho, Sapinho, Ilha do Goió e também a Ilha Grande. Lá é possível tomar banhos rejuvenescedores de mar e entrar em sintonia com a verdadeira essência da natureza. 

Uma viagem torna-se inesquecível principalmente pelas pessoas que cruzam os nossos caminhos. No meu caso, essa experiência aconteceu quando conheci um casal de Salvador, o chef Ronaldo Drummond e sua mulher, ambos proprietários da hospedagem onde fiquei, o Caiçara Bangalô

Se procura pousadas em Barra Grande com bom atendimento, eu recomendo este. O local é acolhedor e gracioso, engrandecido pela simpatia do casal que recebe seus hóspedes como uma verdadeira família. Os bangalôs são bonitos, com acabamentos simples e rústicos, e tão perto da natureza que é possível sentir a brisa do oceano e escutar os sons do mato. A casa deles fica a poucos metros e, quando você menos percebe, surge o aroma das refeições preparadas pelo chef, que cozinha com puro prazer. Vale uma dica para casal: os jantares à luz de velas que a hospedagem oferece são a pedida para quem busca romance ao ar livre!”

 

Fotos: Praia do Forte (primeira e segunda imagens), Pelourinho, Salvador (terceira foto, à esquerda), Península do Maraú, em Barra Grande (últimas fotos) crédito: Sidarta Produções e Aline Freire.

Comentários

Tem muito borrachudo lá? Estou indo agora, no final de janeiro!
Anotei todas as dicas, principalmente a dos restaurantes!!!

Oi Cecília!
Aaahh que passeio maravilhoso você está programando! Lá não tem borrachudo, mas leve repelente para mosquito para se proteger à noite.
Boa viagem!

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