Por: Mia Ellis

 

Pesquisas revelam que as mulheres são mais propensas a fazer sexo casual durante uma viagem do que em suas vidas cotidianas. Até aí, nada de novo. Afinal, nada é mais afrodisíaco que uma paisagem perfeita e a fuga da rotina. O dado que provoca o interesse é este: 40% das mulheres com menos de 30 anos já fizeram sexo por uma noite enquanto viajavam. Dessa amostra, 10% confessa ter dormido com cinco ou mais parceiros casuais durante a trip.*

O que falta nesses estudos é contar quantas delas contraíram doenças sexualmente transmissíveis (DST). 

Embora contrair uma DST não esteja restrito ao sexo em viagem, o fato é que o aparecimento de sintomas pode trazer ansiedade e medo multiplicados por mil quando se está longe de casa. 

Falamos com especialistas em doenças sexualmente transmissíveis. O Dr. Valdir Monteiro Pinto, ginecologista, e o Dr. Herculano Alencar, dermatologista, aceitaram responder nossas perguntas sobre o tema.

 

1 - O comportamento sexual das pessoas muda quando estão em viagem? Elas tendem a correr mais riscos de pegar uma DST?

Sim, o risco é comportamental, portanto pode ser maior. Quando as pessoas estão fora de seu contexto social e diante de alguns fatores que influenciam a mudança de comportamentos sociais ou sexuais – como, por exemplo, o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas, o anonimato, a maior disponibilidade para criar novos contatos, entre outros -, estes fatores podem mudar os comportamentos sexuais e as pessoas se tornam mais vulneráveis às DSTs. 

 

2 - De que forma as mulheres viajantes podem se proteger de pegar uma DST em viagem?

A prevenção às DSTs é o uso consistente e correto de preservativos em qualquer situação (sexo oral, vaginal e anal).No caso de viajantes, os preservativos devem fazer parte da bagagem. 

 

3 - Quais são os sintomas que devemos estar em alerta durante uma viagem?

Os sinais e sintomas de DST não são diferentes nas pessoas que estão em viagem, portanto deve-se ter atenção em quaisquer sinais e sintomas sugestivos de DST. Os sintomas de DST são:  

- úlceras/feridas genitais 

- corrimentos genitais com ou sem coceira

- ardência/dor ao urinar

- dor no baixo ventre

- dor durante as relações sexuais

- vesículas/bolhas

- verrugas ano-genitais

- ínguas (inflamação dos gânglios linfáticos) nas virilhas

- erupções cutâneas (manchas na pele) com presença ou não de febre

Dependendo da prática sexual, os sinais e sintomas de DST podem ocorrer também na boca (sexo oral) e no ânus (sexo anal).

 
4 - O que se deve fazer se se verificar esses sintomas em viagem?

Deve-se procurar cuidados profissionais médicos e nunca se automedicar ou buscar auxílio diretamente em farmácias.

 

5 - Há algum número de telefone ou website que as viajantes possam entrar em contato caso precisem de ajuda médica no exterior se elas desconfiarem que têm uma DST?

Cada país tem o seu sistema de saúde próprio. Para sua segurança, o viajante deve se informar com antecedência sobre o sistema de saúde do país a ser visitado, da mesma forma que busca informações sobre turismo. A maioria dos viajantes não pensa nas DSTs, mas todas as pessoas que fazem viagem ao exterior devem fazer seguro de saúde com garantia de cobertura nessa eventualidade. 

 

No Brasil, é possível obter mais informações ligando para o Serviço de Atendimento Especializado em DST/AIDS (SAES) através do número 0800 16 25 50 ou acessando o site do Centro de Referência e Treinamento (CRT). Veja a lista de hospitais e clínicas em São Paulo que oferecem o Serviço de Atendimento Especializado em DST/AIDS (atualizado em marco de 2014, .xls).

 

* Fonte dos estudos revelados: jornal Huffington Post, segundo pesquisa do site MissTravel.com. 

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